13 dúvidas comuns sobre o ultrassom gestacional

Por Dra. Juliana Alzuguir

Muitas mães ficam ansiosas pelo primeiro ultrassom e têm muitas dúvidas sobre esse exame. O ultrassom utiliza uma frequência de 2 até 14 MHz, superior às que o ouvido humano, do adulto ou do bebê, conseguem perceber e é capaz de gerar imagens nítidas o suficiente para acompanhar o desenvolvimento do pequeno e para que várias malformações sejam identificadas por um profissional bem treinado e experiente.

Veja o vídeo abaixo com a Dr. Especialista Juliana Alzuguir e leia o nosso post para entender tudo sobre esse exame.

Qual a importância do ultrassom?

O exame é imprescindível para um acompanhamento pré-natal completo. É ele que possibilita, entre outras coisas, saber se gestação está sendo conduzida no interior do útero ou se é uma gravidez ectópica (em regiões como a trompa ou o abdome). O ultrassom também permite saber se é uma gestação de múltiplos, se há escolamento do saco gestacional ou até se o embrião está vivo. Além de acompanhar o crescimento e desenvolvimento fetal, rastrear anomalias cromossomiais e avaliar cada órgão do bebê verificando se há alguma malformação nestes.

Ele é obrigatório durante a gravidez?

Deve ser. O exame é uma ferramenta imperiosa atualmente na obstetrícia e tem ajudado bastante no diagnóstico de uma gravidez saudável e de diversas complicações.

Quais os tipos de ultrassom?

O ultrassom pode ser de cinco tipos:

Transvaginal: o ultrassom transvaginal confirma a gravidez e verifica o local da implantação do embrião; além de medir com precisão o comprimento do colo do útero importante para avaliar de risco de parto prematuro.

Morfológico: permite a análise da anatomia do bebê, com a identificação de malformações e o rastreio de síndromes cromossômicas.

Obstétrico: outros ultrassons realizados geralmente são obstétricos, e são capazes de acompanhar a evolução do desenvolvimento do bebê e da placenta.

Ultrassom com doppler: o ultrassom com Doppler verifica o fluxo sanguíneo, sendo mais indicado para gestantes diabéticas, hipertensas ou com outras complicações fetais.

3D: adiciona a dimensão de profundidade, tornando a imagem mais nítida, permitindo a confirmação de anomalias e a definição do rostinho do bebê — o 4D, por sua vez, mostra uma imagem em 3D em tempo real, permitindo melhor análise dos movimentos.

Há alguma contraindicação?

Não há nenhuma contraindicação específica no exame tradicional. O ultrassom se vale de ondas mecânicas com velocidade acima de 300 m por segundo, completamente seguras para a grávida e o seu filho. Seguindo as orientações médicas e trabalhando com profissionais de confiança, não há o que temer!

É verdade que o bebê ouve o som emitido pelo ultrassom?

Essa é mais uma lenda urbana. O fato é que isso não é possível, pois o exame utiliza mais de três milhões de hertz. O ouvido humano só tem capacidade de ouvir frequências de até dois mil hertz, o que descarta qualquer possibilidade do ultrassom ser ouvido ou trazer qualquer desconforto.

Como o ultrassom calcula o tempo de gravidez?

O embrião pode ser identificado a partir da 6ª semana de gravidez, e daí até a 12ª semana, a medida do comprimento da cabeça até às nádegas pode ser usado para determinar o tempo de gravidez com um erro pequeno, de menos de uma semana. No segundo semestre, essa medida dá um erro entre 7 e 10 dias e a partir da 30ª semana, a margem de erro chega até 3 semanas. Então com o cálculo sendo feito no início da gravidez, vai ser bem confiável.

Quando o primeiro ultrassom deve ser feito?

O primeiro ultrassom, o transvaginal, deve ser feito entre a 6ª e a 12ª semana de gravidez. Nessa época, o embrião já costuma ser visualizado e é possível calcular com precisão o tempo de gravidez.

O ultrassom pode machucar o bebê?

Não, o ultrassom é um método diagnóstico considerado extremamente seguro para a mãe e para o bebê e mesmo se realizado em todas as consultas, não gera qualquer dano. Mesmo o ultrassom transvaginal, embora gere um leve incômodo à mulher, não é doloroso e não atinge o colo do útero, mantendo o bebê seguro.

Dica CordVida

Espero que você esteja gostando do nosso artigo assinado pela Dr. Especialista Juliana Alzuguir. Produzimos com muito carinho e eu tenho certeza que irá tirar diversas dúvidas que você tenha sobre ultrassom gestacional.

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O ultrassom consegue detectar quais doenças?

O ultrassom morfológico, realizado entre a 12ª e a 14ª semana e repetido no segundo trimestre, por vaolta da 20ª semana, permite a identificação de cerca de 90% das má-formações, como o lábio leporino, alterações cardíacas, síndrome de Down e outras síndromes cromossômicas, hidrocefalia e muitas outras. O ultrassom em 3D pode, então, ser realizado para confirmar qualquer alteração.

O que é a translucência nucal?

A translucência nucal é um nome que traz muitas dúvidas para as futuras mamães, mas é apenas uma parte do exame para saber se está tudo bem com o seu filho. Nele, os médicos medem a região da nuca do bebê e isso ajuda a rastrear problemas e alterações, como a Síndrome de Down.

Quando há alguma mudança ou aumento da região nucal, isso pode indicar que o neném tem alguma alteração cromossômica. Vale lembrar que o exame não é para fechar diagnóstico, mas sim fazer a seleção de pacientes que possuam indicação de um estudo mais aprofundado, por meio de punção do líquido amniótico ou de vilosidades coriônicas.

Mesmo com tudo normal nos ultrassons, tem alguma chance do bebê ter má-formações?

Por mais sofisticado que o ultrassom seja, ele não é capaz de detectar todas as má-formações. Cerca de 10% só vão ser descobertas na hora do nascimento. E isso não depende da experiência e do treinamento de quem realizar o ultrassom, mas sim do tipo da má-formação que pode não ser visualizado na imagem ultrassonográfica — como lesões na pele ou problemas no funcionamento de algum órgão.

Quando vou descobrir o sexo do bebê? Dá pra confiar?

A diferenciação do bebê em menina ou menino só começa a ocorrer a partir da 11ª semana e dura pouco mais de um mês. Antes disso os genitais são idênticos. No início, há uma pequena diferença na inclinação de uma estrutura chamada tubérculo ou apêndice. Se o médico fala o sexo nessa época a chance de erro é de até 20%. Após esse período de diferenciação, a posição do bebê ou da placenta pode impedir que o genital seja visto, assim como a imagem pode ser prejudicada em gestantes obesas. De qualquer forma, em geral a chance de acerto depende da habilidade e da experiência do profissional.

Quantos ultrassons devem ser feitos?

Recomendam-se pelo menos quatro ultrassons na gravidez, incluindo o primeiro transvaginal, dois morfológicos e um terceiro ultrassom no terceiro trimestre, que identifica alterações específicas dessa época em relação ao crescimento do bebê, à placenta e à quantidade de líquido amniótico. Mas cada gestação tem as suas peculiaridades e apenas o obstetra pode determinar quantos ultrassons serão necessários exatamente.

O uso do ultrassom auxilia muito o médico na realização do pré-natal, seja acompanhando o desenvolvimento normal do bebê ou diagnosticando previamente alterações que devem ser verificadas e até corrigidas no momento do nascimento.

Ainda tem alguma dúvida sobre o ultrassom? Não deixe de fazer o download do nosso material e saiba muito mais sobre gravidez.

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  • Dra. Juliana Torres Alzuguir Snel Corrêa (CRM: 5279398-1);
  • Ginecologia Infanto Puberal (criança e adolescente);
  • Atua como ginecologista obstetra há 12 anos;
  • Residência Médica em Ultrassonografia Obstétrica e Geral;

Dra. Juliana Alzuguir

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