Afinal, você sabe como identificar o tampão mucoso? Veja aqui!

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Tampão mucoso é uma secreção produzida, no início da gestação, pelo próprio útero, e tem a função de formar uma barreira para impedir que bactérias e infecções penetrem nele e prejudiquem o bebê. Ele pode ser liberado durante o trabalho de parto ou ainda alguns dias antes de a criança nascer, o que pode ser um indício de que a gestação está chegando ao final.

Seu aspecto e cor podem ser diferentes para cada mulher e saber identificá-lo e diferenciá-lo de outros líquidos vaginais é importante para que as providências certas sejam tomadas. Vamos conversar um pouco mais sobre isso? Acompanhe a leitura!

Como identificar o tampão mucoso?

O útero é como um balão e tem o papel de se expandir e abrigar o feto, para que ele se desenvolva ali dentro. Lá no seu fundo, temos o chamado “colo do útero”, que faz uma ligação entre o seu interior e a vagina. Células do canal endocervical fabricam um muco, que é composto por eletrólitos e açúcares simples, e ajuda a tampar o orifício cervical externo.

O tampão mucoso está presente não só na gravidez, mas também em outros períodos da mulher. Na ovulação, por exemplo, ele é bem fino para facilitar a passagem dos espermatozoides para que o óvulo seja fecundado.

Com a ação do hormônio progesterona, esse muco, também chamado de rolha de Schröder, fica mais espesso a partir do começo da gestação, isolando a ligação do útero com a parte externa. Essa atividade protege o feto contra agentes invasores, como sujeiras, bactérias e outros corpos estranhos.

Dica: Saiba identificar os sinais de que você entrou em trabalho de parto

A textura do tampão é sempre igual?

Ele varia de cor e textura, a depender da mulher e da evolução da gravidez. Veja só:

  • transparente e pouco muco: pode sair ainda faltando algumas semanas para o parto;
  • marrom e pouco muco: pode adquirir essa cor por causa de contrações do útero, ou ainda pelo peso do bebê, mas, em geral, não é motivo para desespero;
  • transparente ou colorido (mas sem sangue) e muito muco: um sinal de que o dia está bem próximo; fique atenta;
  • com sangue e muito muco: o colo pode estar se dilatando já para o parto; se as contrações ainda não aconteceram, podem vir a qualquer instante.

Os relatos das cores dos mucos podem ser vários ainda, como:

  • amarelado;
  • esverdeado,
  • rosado;
  • terroso;
  • avermelhado.

O tampão mucoso pode ser confundido com outros líquidos vaginais?

Às vezes é um pouco difícil, principalmente para as mamães de primeira viagem, ter certeza de que aquele líquido escorrendo, ou que ficou no papel higiênico, é o tal do tampão. E se for o líquido amniótico? E se representar qualquer outra coisa que diga que o bebê está em apuros, como um sangramento fora de hora?

Um dos aspectos que podemos ter como grande diferencial entre os líquidos vaginais que podem ser expelidos é a consistência dele. Quando a bolsa se rompe, por exemplo, o fluido que sai é mais aquoso, como água mesmo, podendo ser incolor ou esbranquiçado. O cheiro lembra o de água sanitária, mas algumas mulheres relatam ainda não perceberem odor algum.

Um sangramento também pode acontecer durante a gravidez. Nas primeiras 4 semanas, pode se dar devido à implantação do embrião na parede do útero. A partir desse período pode representar algumas condições, como placenta prévia, aborto ou, inclusive, trabalho de parto. Já um corrimento vaginal é, normalmente, em pouca quantidade e pode estar presente durante toda a gravidez. Não escorre e fica só na calcinha.

E o tampão é mais espesso e gelatinoso, como se fosse um muco nasal. Geralmente não apresenta cheiro característico, assim se a mulher o perceber como desagradável é recomendado avisar o médico. Pode vir com dor ou não. Normalmente quando está próximo do parto, a mulher sente as contrações e cólicas.

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Existe a época certa para ele sair?

Então, a excreção do muco é sinal de que o parto de aproxima, mas, ainda assim, pode demorar alguns dias ou semanas para este acontecer. No entanto, o esperado é que ele saia no final do terceiro trimestre da gestação, se for liberado antes, pode deixar o bebê exposto a bactérias. Nesse cenário, a gestante deve entrar em contato com o obstetra, a fim de ter as melhores orientações e investigar as possíveis causas.

O tampão mucoso também pode ser eliminado aos poucos, em dias distintos, o que dificulta a mulher a perceber o que está acontecendo. Todavia, não é um sinal de preocupação, apenas uma condição particular da gestante, pois os sinais do parto também aparecem de outras formas, como as contrações e a bolsa estourada.

Ainda que você siga as orientações deste post com relação ao aspecto, cor e aproximação do parto, elas são baseadas em informações gerais, não representando uma contestação absoluta. Não descarte a possibilidade de que o grande dia esteja próximo, tente perceber outras reações do seu organismo e avise o seu médico, pois ele poderá querer realizar algum exame.

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O que fazer se perceber que o tampão mucoso está sendo liberado?

Ainda que seja difícil controlar toda a ansiedade, expectativa e preocupação, tente se manter tranquila. Como já dito, pode ser que o parto ainda demore um pouco, após sua liberação. Não é raro o relato de mulheres que perceberam o muco por volta de 36 semanas e só tiveram o bebê 2 ou 3 semanas após. No entanto, você sempre deve considerar comunicar o profissional de confiança, que lhe direcionará da melhor forma.

Assim, resumindo, a expulsão do tampão mucoso é um processo físico e natural e, de forma geral, ocorre no final da gravidez, momento em que há uma baixa hormonal e o corpo já se prepara para o trabalho de parto. Nem sempre vem acompanhado de dor, o que pode dificultar que a gestante o perceba. Ainda que possa demorar algumas semanas para o grande dia, se você ainda não estiver com a mala da maternidade pronta, aproveite para separar o que você, o bebê e o companheiro precisarão. Não deixe tudo para a última hora!

E você conhece bem as particularidades de cada fase da gestação? Confira mais um de nossos posts e veja se você se identifica com alguma!

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  • Dra. Juliana Torres Alzuguir Snel Corrêa

    (CRM: 5279398-1)
  • Residência Médica em Ultrassonografia Obstétrica e Geral;
  • Ginecologia Infanto Puberal (criança e adolescente);
  • Atua como ginecologista obstetra há 12 anos.

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