Alerta! conheça os riscos da obesidade na gravidez

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Todo mundo sabe que o excesso de peso materno pode ser um fator de risco para diversas doenças e complicações durante a gravidez. A gestante obesa tem uma chance maior de desenvolver hipertensão, diabetes e de ter um bebê com problemas de peso ao nascimento e ao longo da vida.

Por isso, o combate à obesidade na gravidez é uma medida essencial para promover o bem-estar da mãe e da criança nessa fase tão especial da vida.

Quer descobrir mais sobre os riscos trazidos pela obesidade na gravidez e como prevenir ou resolver esse problema? Confira tudo aqui no post!

O que é a obesidade?

A obesidade é definida como um estado excedente de peso, geralmente de excesso de tecido adiposo, da estrutura do organismo de um indivíduo.

O método mais utilizado para determinação da obesidade é o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), que divide o peso (em quilogramas) pelo quadrado da altura (em metro).

Quando o resultado é maior do que 30 kg/m2, a pessoa pode ser considerada obesa. Valores abaixo de 18 kg/m2 indicam que o indivíduo apresenta baixo peso; entre 18 e 25 kg/m2, peso adequado e entre 25 e 30 kg/m2, sobrepeso.

O que é a obesidade na gravidez?

Na gravidez, a obesidade também é calculada a partir do IMC, tendo em mente o ganho de peso considerado normal para o período e uma tabela que acompanha o peso da gestante ao longo dos meses.

Assim, a obesidade na gravidez pode se dar de duas formas distintas: uma mulher de peso normal, que se torna obesa durante a gestação, ou uma mulher já obesa que engravida. Ambas as situações trazem riscos para a mãe e para o bebê.

Como descobrir se o meu ganho de peso está adequado?

Em toda consulta de pré-natal, a gestante é pesada, e o médico avalia se o ganho de peso está adequado ou não.

Quando a mulher estiver engordando mais do que o recomendado, ou já apresentar um estado de obesidade, ela receberá orientações relacionadas ao controle de peso.

O que é considerado um ganho de peso normal durante a gestação?

Segundo o Ministério da Saúde, mulheres que começam a gestação com um peso adequado devem ganhar de 11 a 16kg durante os nove meses de gravidez.

Para as que engravidam com sobrepeso, o ganho de peso ideal é entre 7 e 11kg. Já para as obesas, a balança deve mostrar um ganho de apenas 5-9 kg ao final da gravidez.

Quais os riscos da obesidade na gravidez para a mulher?

A obesidade aumenta o risco de complicações durante a gravidez em até seis vezes, com doenças como diabetes gestacional, hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia. O excesso de peso também aumenta o desconforto nos últimos meses, prejudicando o deslocamento e a respiração da gestante e piorando as dores nas articulações.

O excesso de gordura pode ainda privar a mulher da sensação do bebê mexendo dentro da barriga, já que os movimentos da criança são amortecidos, e a percepção deles fica prejudicada.

Na hora do parto, o processo costuma ser mais demorado e demanda mais intervenções, como o uso de fórceps, vácuo ou realização de cesárea. Após o parto, a obesidade atrapalha ainda o processo de cicatrização da cesárea ou de qualquer laceração vaginal, aumentando o desconforto e dificultando os cuidados com o bebê.

Quais os riscos para o bebê?

O desenvolvimento do feto em um organismo com as alterações metabólicas da obesidade aumenta o risco de malformações cardíacas e de malformações do tubo neural, afetando a formação do cérebro e da medula e provocando doenças como a espinha bífida e a mielomeningocele.

As complicações obstétricas aumentam o risco de o bebê nascer prematuramente e ter suas chances de sobrevivência reduzidas. Isso porque bebês prematuros costumam apresentar baixo peso, dificuldades respiratórias e hemorragias cerebrais e demandar atendimento médico intensivo após o nascimento.

Já quando a gestação alcança as 40 semanas, o mais comum é que a criança seja maior do que o normal (macrossomia), e o parto vaginal não evolua adequadamente, aumentando o uso de manobras ou equipamentos que podem machucar o bebê durante o parto.

Além desses riscos relacionados à gravidez e ao parto, a tendência é que essa criança já nasça com distúrbios de metabolismo e seja criada em uma casa com hábitos de alimentação ruins. Esses fatores constituem a receita perfeita para que ela também apresente problemas de peso durante a infância e a vida adulta.

Outras pesquisas já demonstraram que filhos de mães obesas também apresentam um risco maior de apresentar asma, infecções, autismo e problemas cardiovasculares ao longo da vida.

Como prevenir essas complicações?

O primeiro passo é planejar a gravidez para um momento em que a mulher apresentar um peso adequado e hábitos de vida mais saudáveis. Assim, se ela está obesa e deseja engravidar, o ideal é que ela se prepare fisicamente para a gestação, emagrecendo e atingindo um IMC mais baixo antes da concepção.

Quando a gravidez veio de surpresa, ou o ganho de peso nos primeiros meses está excessivo, a gestante deve ficar mais atenta à dieta e à prática de exercícios físicos, seguindo algumas dicas:

  • beba água em grande quantidade (cerca de 2 litros/dia);
  • aumente o consumo de frutas, verduras e legumes;
  • faça lanches saudáveis ao longo do dia;
  • evite alimentos com alto nível de gordura, sal ou açúcar;
  • não coma por dois;
  • pratique atividades físicas de baixa intensidade (caminhada, ioga, hidroginástica etc.) regularmente;
  • faça um acompanhamento pré-natal adequado;
  • agende uma consulta com o nutricionista;
  • controle a ansiedade, a depressão e outros distúrbios psicológicos que aumentam a fome.

A grávida obesa deve perder peso durante a gestação?

Não. Durante a gravidez, é normal que a mulher ganhe peso, já que o bebê, a placenta, o líquido amniótico e as outras alterações que ocorrem no corpo da gestante promovem esse aumento na massa corporal. Perder peso durante a gravidez pode comprometer o desenvolvimento do bebê e colocar a vida da criança em risco.

Por isso, o ideal não é que a mulher obesa perca peso, mas que limite o ganho de peso a algo entre 5 e 9kg, utilizando de sua reserva de energia para suprir qualquer gasto além desse.

O que fazer após o parto?

Após o nascimento do bebê, muitas mulheres se acomodam com o excesso de peso e desistem de voltar ao peso habitual. Mas é possível aproveitar essa fase para perder peso com a amamentação exclusiva, que promove um gasto de até 500 calorias por dia, o equivalente a uns 40 minutos de atividade intensa na esteira ou na bicicleta.

A mulher que perde peso e muda os hábitos de vida após o parto altera a rotina de toda a família, permite que seu filho cresça em um ambiente mais saudável e deixa o corpo mais preparado para uma futura gestação.

Entendeu tudo sobre a obesidade na gravidez e como isso influencia a saúde do seu filho? Descubra agora como a coleta de células-tronco pode beneficiar sua família, falando com um dos nossos consultores!

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  • Dra. Juliana Torres Alzuguir Snel Corrêa

    (CRM: 5279398-1)
  • Residência Médica em Ultrassonografia Obstétrica e Geral;
  • Ginecologia Infanto Puberal (criança e adolescente);
  • Atua como ginecologista obstetra há 12 anos.

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A CordVida produz o conteúdo desse blog com muito carinho e com o objetivo de divulgar informações relevantes para as futuras mães e pais sobre assuntos que rondam o universo da gravidez. Todos os artigos são constituídos por informações de caráter geral, experiências de outros pais, opiniões médicas e por nosso conhecimento científico de temas relacionados às células-tronco. Os dados e estudos mencionados nos artigos são suportados por referências bibliográficas públicas. A CordVida não tem como objetivo a divulgação de um blog exaustivo e completo que faça recomendações médicas. O juízo de valor final sobre os temas levantados nesse blog deve ser estabelecido por você em conjunto com seus médicos e especialistas.