Dor pélvica na gravidez: em que fase ela aparece?

GravidezSaúde na gravidez

Escrito por:

Sentir dor é algo muito comum na vida de uma grávida, não é mesmo? Durante os nove meses parece que essas dores mudam de lugar e passam por diferentes partes do corpo da gestante. Uma das que gera mais incômodo e também mais dúvidas é a dor pélvica na gravidez.

Essa dor na região da cintura, virilha, perto do quadril, chega a momentos de ficar insuportável, quase que paralisante em algumas mulheres. Provavelmente, se você está grávida ou já esteve, sofreu um pouco que seja com essas intolerantes dores.

Nos tópicos a seguir você vai entender os motivos de ocorrer a dor pélvica, os fatores de risco, os cuidados que devem ser tomados e demais informações relevantes para aprender a melhor forma de lidar com esse incômodo. Confira!

Por que existe dor pélvica na gravidez?

Existem alguns motivos que geram essa incômoda dor durante o período de gestação. O primeiro fato é o próprio aumento do útero, que aperta os ossos da região da cintura, virilha e lombar e gera essas dores. Isso pode ocorrer em qualquer época da gravidez, mas quanto maior fica a sua barriga, o seu útero e o bebê aí dentro, maiores e mais agudas são as dores. Normalmente, começam a aparecer a partir do quarto mês, que é quando o útero cresce demasiadamente e toma o lugar do abdômen.

Isso porque além de apertar os ossos e as paredes que protegem a parte pélvica, o peso do bebê também influencia e agrava essas dores. Com isso, mulheres grávidas de bebês maiores, com um peso mais elevado, ou gêmeos, sofrem bem mais de dor pélvica do que as grávidas que têm pouco aumento de peso durante a gestação.

Dica: 11 dicas para lidar com a dor nas costas na gravidez!

Quais são os fatores de risco?

O fato de estar grávida já é o principal fator de risco. O seu corpo vai ter que se apertar porque o útero tem que crescer e um bebê vai se desenvolver ali dentro. Com isso, as dores na região pélvica vão ocorrer na maior parte das gestações, sem nenhum motivo a mais.

Porém, existem alguns fatores de risco que fazem algumas mulheres terem maiores chances de sentir essa dor pélvica na gravidez. Consumo de álcool, de cigarro, drogas, doenças sexualmente transmissíveis, inflamações, uso de remédios para fertilidade, aborto em gestação anterior, uso de DIU e até a idade superior a 35 anos são algumas das possibilidades que podem fazer a gestante sentir mais dor durante esse período.

Como é a dor pélvica e quando ela ocorre?

A região da pélvis é bem extensa. Ela envolve parte da cintura, da virilha, do quadril. E a dor nessa região pode ter diferentes motivos. Nos primeiros meses, o aumento do tamanho do útero é a principal causa de dor pélvica. Porém, podem ocorrer outras com o passar do tempo.

No final da gravidez, por exemplo, o corpo emite sinais, libera hormônios e faz algumas mudanças no organismo da mulher para facilitar o trabalho de parto. Isso pode gerar dores nas articulações, nos músculos e até nos ossos da região. Com isso, é comum mulheres sentirem dores na virilha e na região da bacia quando o bebê está perto de nascer.

Já a dor pélvica que atinge a parte lombar, no fim das costas, tem muito a ver com o peso que a mãe está carregando. Além disso, o crescimento do bebê aperta ossos importantes que aumentam ainda mais essas dores.

Proporcione uma experiência mais gostosa e segura tanto para você quanto para o seu bebê. Veja no banner abaixo:

Quais as dicas para evitar e tratar a dor pélvica?

É bom lembrar que, além das dores, algumas mulheres também têm outros sintomas, como desmaios, tonturas, febre, secreção vaginal, dor ao urinar e limitação dos movimentos por causa da dor.

O ideal é você ir ao seu obstetra com frequência, fazer os exames do pré-natal e contar para ele as suas dores e incômodos. Existem remédios, tratamentos e demais atitudes que você pode tomar para acabar com essas dores.

Veja abaixo 4 dicas que vão ajudar a amenizar a dor pélvica na gravidez!

Tomar os remédios indicados pelo médico

A melhor forma de você diminuir ou acabar com a dor pélvica é indo ao médico para que ele te oriente sobre como resolver esse problema. Ele vai avaliar o motivo, descobrir as causas e indicar um tratamento que pode envolver medicamentos permitidos na gestação, alongamentos ou alteração postural, que isoladamente ou em conjunto, irão resolver a sua situação por aquele momento.

Não carregue peso

Você já carrega alguns quilos a mais todos os dias, a todo momento, sem descansar um segundo sequer, não é possível que vai inventar de carregar mais coisas pesadas, não é mesmo? Não faça esse tipo de esforço. Vai gerar dor, desconforto e tudo mais. A grávida precisa de repouso e cuidados especiais. Então, peça para o seu marido, namorado, irmã, mãe, enfim, qualquer pessoa próxima fazer esse trabalho mais pesado.

Dica: Preocupada com a saúde do seu bebê? Comece pela atenção à gravidez!

Faça massagens e hidroginástica

Os exercícios físicos de baixa intensidade são essenciais para que a mulher tenha uma gestação saudável e gere um bebê bem desenvolvido. Alguns desses exercícios são: hidroginástica, caminhadas leves e por pouco tempo e alongamentos. Você também pode investir em massagens com profissionais especialistas em grávidas. Elas ajudam a melhorar a circulação, diminuir as dores e você ter uma gravidez menos incômoda e mais feliz.

Invista na fisioterapia

Essa dica é válida caso as dores cheguem a um nível que é preciso auxílio mais próximos de profissionais da saúde. Conte ao seu médico do problema, da gravidade da dor e ele poderá indicar algumas sessões de fisioterapia ou até mesmo acupuntura especializada para grávidas— ainda mais se os remédios não solucionarem o problema.

A dor pélvica na gravidez é bem comum, mas é sempre bom ir ao médico para descobrir a causa e tratar dela antes que esse incômodo aumente e te deixe incapacitada para algumas atividades. Além dela, outros sintomas e problemas podem ocorrer. Confira mais um de nossos posts e descubra quais são os principais incômodos que uma gestante pode ter no fim da gravidez!

  • Dra. Juliana Torres Alzuguir Snel Corrêa

    (CRM: 5279398-1)
  • Residência Médica em Ultrassonografia Obstétrica e Geral;
  • Ginecologia Infanto Puberal (criança e adolescente);
  • Atua como ginecologista obstetra há 12 anos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Caro Leitor,

A CordVida produz o conteúdo desse blog com muito carinho e com o objetivo de divulgar informações relevantes para as futuras mães e pais sobre assuntos que rondam o universo da gravidez. Todos os artigos são constituídos por informações de caráter geral, experiências de outros pais, opiniões médicas e por nosso conhecimento científico de temas relacionados às células-tronco. Os dados e estudos mencionados nos artigos são suportados por referências bibliográficas públicas. A CordVida não tem como objetivo a divulgação de um blog exaustivo e completo que faça recomendações médicas. O juízo de valor final sobre os temas levantados nesse blog deve ser estabelecido por você em conjunto com seus médicos e especialistas.