Tudo que você precisa saber sobre células-tronco

Células-Tronco

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Todo mundo já ouviu falar que os tratamentos com células-tronco são a grande promessa da medicina para o século 21. Capazes de se transformar em células de diversos tecidos do organismo, elas têm o potencial de substituir células doentes e restaurar a saúde do indivíduo.

Muitas pesquisas vêm sendo realizadas para ampliar o uso dessas células no tratamento de doenças graves, como a leucemia, ou crônicas, como o diabetes, sequelas de traumas e doenças cerebrais, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC), e doenças neurológicas, como a paralisia cerebral e o autismo.

Para que você conheça melhor os potenciais dos usos terapêuticos das células-tronco, respondemos, neste artigo, algumas questões importantes, tais como: o que são essas células e quais os tipos existentes; como é feita a coleta de células-tronco no cordão umbilical do bebê após o parto; quais doenças são tratadas e quais estão em pesquisa, entre outras informações importantes.

Boa leitura!

O que são as células-tronco?

As células-tronco são células especiais que ainda não se diferenciaram em uma célula especializada como uma célula nervosa ou muscular. Com isso, elas carregam a capacidade de dar origem a diversos outros tipos de células, de diferentes órgãos e tecidos, como pele, coração, células sanguíneas, etc. Essa capacidade única contribui para a reparação de tecidos danificados ou substituição de células mortas em diferentes partes do corpo.

Todos nós temos células-tronco no organismo. Elas são as responsáveis por parte da renovação celular que ocorre continuamente em nosso corpo, sendo abundantes, por exemplo, na medula óssea.

Por que as células-tronco são tão importantes?

As células-tronco têm a capacidade de se multiplicar e gerar outras células-tronco, que vão se diferenciar de acordo com os estímulos do tecido em que são colocadas. Assim, uma célula-tronco que vai para o tecido cardíaco se transforma em células daquele órgão. Essa característica faz com que as células-tronco formem uma excelente linha de produção e renovação dos tecidos, com grande poder regenerativo.

Essas propriedades são usadas pela medicina para tratar algumas doenças e também em pesquisas que buscam entender como algumas condições se desenvolvem. Dessa forma, é possível criar tratamentos mais assertivos e com melhores resultados, contribuindo para o aumento da qualidade de vida dos pacientes

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Quais são os tipos de células-troncos?

As células-tronco se dividem em dois grupos principais: embrionárias e adultas. A diferença entre elas está no estágio de desenvolvimento, ou seja, se são coletadas de embriões ou humanos já completamente formados — bebês, crianças, adultos ou idosos.

Células-tronco embrionárias

As células-tronco embrionárias são encontradas nos estágios iniciais da formação do embrião, entre o quarto e quinto dia após a fecundação, no estágio conhecido como blastocisto. Elas possuem a capacidade de se transformarem em qualquer tipo de célula do corpo humano, já que dão origem ao bebê, com todos os seus órgãos.

As células-tronco embrionárias têm portanto, uma potencialidade que confere a elas uma ampla capacidade terapêutica, já demonstrada em experimentos com modelos animais. No entanto, a coleta de células-tronco embrionárias implica na destruição de embriões, o que tem implicações éticas para o uso em pesquisas e transplante em seres humanos.

No Brasil, o uso de células-tronco embrionárias é autorizado para pesquisa com algumas restrições: as células só podem ser obtidas por meio de fertilização in vitro, de embriões não usados em procedimento. Esses embriões devem ser inviáveis ou estarem congelados há três anos ou mais. As normas para uso dessas células é determinada pela Lei de Biossegurança — Lei nº 11.105, de 24 de março de 2005.

Células-tronco adultas

As células-tronco adultas têm capacidade de diferenciação menor que as embrionárias porém ainda assim, podem ser diferenciar em mais de 200 tipos diferentes de células e tecidos. Elas são encontradas principalmente na medula óssea e no cordão umbilical, mas cada órgão também tem um pouco dessas células, que atuam na renovação e substituição daquelas que vão morrendo. 

Desde 2007, é possível criar células-tronco adultas a partir de outras células do corpo humano, usando técnicas de reprogramação. São as chamadas células-tronco pluripotentes induzidas. A técnica foi desenvolvida pelo biólogo inglês John Gurdon e o médico japonês Shinya Yamanaka. Eles ganharam um Nobel de medicina, em 2012, pela pesquisa dessas células. As células produzidas em laboratório podem facilitar o andamento das pesquisas e aumentar o número de doenças tratadas com células-tronco.

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Quais são as células-tronco encontradas no cordão umbilical?

As células-tronco do cordão umbilical são células adultas, as quais não enfrentam qualquer questionamento ético quanto à sua utilização e são armazenadas por bancos públicos e privados em todo o mundo. Elas se dividem em dois grupos: as hematopoiéticas e as mesenquimais.  

As células hematopoéticas são encontradas no sangue presente no cordão umbilical após o nascimento do bebê. Já as mesenquimais são encontradas no próprio tecido do cordão.

A vantagem das células-tronco do cordão umbilical em relação às células adultas encontradas na medula óssea, por exemplo, é que elas são mais imaturas, ou seja, não passaram por muitos processos de multiplicação. Isso significa que apresentam potencialidade maior de se diferenciarem em outras células necessárias ao tratamento, além de serem mais toleráveis para o sistema imunológico, reduzindo os riscos de rejeição.

Células-tronco hematopoéticas

As células-tronco hematopoéticas são as capazes de dar origem às células do sangue e do sistema imunológico: as hemácias, os leucócitos e as plaquetas. Elas podem ser encontradas no sangue do cordão umbilical e na medula óssea de pessoas de qualquer idade, já sendo usadas no tratamento de doenças há mais de 50 anos.

Células-tronco mesenquimais

As células-tronco mesenquimais podem ser encontradas em diversas partes do corpo humano como o tecido adiposo, vasos sanguíneos, medula óssea, placenta, tecido do cordão umbilical, entre outros.

Ao contrário das células-tronco hematopoéticas, as mesenquimais ainda não são usadas como protocolos aprovados para o tratamento de doenças no Brasil. No entanto, há pesquisas extremamente promissoras sendo desenvolvidas em todo o mundo para que elas possam ajudar em terapias de regeneração de alguns órgãos, como o coração. Alguns estudos, já indicam essas possibilidades.

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Quais são as propriedades das células-tronco para tratamentos de saúde?

A lógica por trás dos tratamentos com células-tronco é simples e potente: como elas conseguem se multiplicar e se diferenciar em células de outros tecidos e órgãos, podem ser usadas para substituir as células doentes em diversas partes do corpo, restaurando o funcionamento do tecido comprometido.

Tendo como base esse princípio, vários tratamentos prometem revolucionar a medicina no controle de doenças graves e atualmente sem cura, como a fibrose cística e a doença de Parkinson. Outros tratamentos, como o transplante de medula, já estão bem estabelecidos em todo o mundo há mais de duas décadas, colecionando diversas histórias de sucesso no combate às doenças sanguíneas, incluindo leucemias, falências medulares deficiências congênitas do sistema imunológico.

Atualmente, mais de 80 doenças podem ser tratadas com o uso de células-tronco e outras estão em estudo, como autismo, AVC, diabetes e paralisia cerebral.

Quais são as principais pesquisas para o tratamento de doenças com células-tronco?

A Universidade de Duke, nos Estados Unidos, tem conseguido resultados muito relevantes em uma pesquisa com pessoas que ficaram com sequelas do AVC. Após receberem a infusão com as células-tronco, os pacientes que participaram do estudo tiveram melhora de ao menos um ponto nas escalas neurológicas e de funcionalidade.

Outra pesquisa da mesma universidade tem testado o uso das células-tronco em terapias com crianças autistas. Elas receberam as células dos próprios cordões umbilicais. Seis meses após a infusão, todas as crianças apresentaram melhoras significativas em seus quadros e ficaram estáveis nos seis meses seguintes. A pesquisa já avançou para a fase seguinte de comprovação dos resultados.

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Tratamento de cânceres e doenças autoimunes

A célula com câncer é completamente invisível para o seu sistema imunológico — ele não consegue atacar o tumor porque não o percebe como um inimigo. Os cientistas elaboraram uma forma de quebrar essa invisibilidade, por meio da imunoterapia, que é uma reprogramação do sistema imunológico, para que ele passe a identificar as células cancerígenas como inimigas e as combata.

A imunoterapia também é usada para tratar doenças autoimunes, em que o próprio corpo se ataca. Nesses casos, as células-tronco são usadas para frear as células de defesa, para que elas parem de combater o próprio organismo.

As células-tronco são promissoras no combate ao câncer. Os linfócitos T do sangue do cordão umbilical se prestam de forma interessante para a imunoterapia, sendo um material muito valioso, pois, as células do recém-nascido se comportam de maneira diferente de uma célula do paciente adulto.

Tratamento de lesões esportivas

As células mesenquimais presentes no tecido do cordão umbilical também são promissoras para o tratamento de lesões esportivas. É muito comum que atletas apresentem degeneração da cartilagem, o que, no longo prazo, pode resultar em artrite ou artrose. A ciência acredita que isso poderá ser tratado com terapia usando as células mesenquimais, já que elas possuem a capacidade de se diferenciar em células que formam a cartilagem, gordura e tendões.

Dessa forma, guardar essas células do tecido do cordão umbilical é poder guardar para si o potencial de regeneração e aplicação em medicina esportiva, por exemplo, além da possibilidade de tratar outras lesões semelhantes por desgaste ou acidente ortopédico.

Por que armazenar células-tronco do cordão umbilical?

O tratamento mais comum com células-tronco é o transplante de medula. Estima-se que a chance de uma pessoa precisar desse procedimento ao longo da vida possa chegar a 1 em 217. Um número aparentemente baixo, mas que supera o de outras doenças que geram grande preocupação nos pais durante a gravidez, como a síndrome de Down — que afeta 1 em cada 700 bebês brasileiros — e a fibrose cística, que, no Brasil, tem uma incidência de 1 para cada 10 mil pessoas.

Quando as células-tronco são armazenadas, ganha-se uma nova possibilidade de fonte de células para o tratamento contra diversas doenças, tanto para a criança quanto para algum familiar direto, como irmãos ou irmãs. Para o bebê, a compatibilidade dessas células é de 100%, já que ela doa para si mesma. E para os irmãos com mesmo pai e mesma mãe, a probabilidade de compatibilidade é de 25%.

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Além disso, as células-tronco do cordão umbilical são mais imaturas, sendo mais tolerantes imunologicamente que as células-tronco da medula, permitindo que o transplante seja feito mesmo quando a compatibilidade é um pouco menor que 100%. Outra vantagem é que a coleta é simples e indolor, tanto para a mamãe quanto para o bebê, aproveitando o cordão umbilical que seria descartado após o parto.

Células-tronco do tecido do cordão umbilical

As células-tronco do tecido do cordão também merecem uma atenção especial, devido ao seu grande potencial terapêutico. O tecido do cordão é rico em células-tronco mesenquimais, com a vantagem de essas células serem muito jovens, ou seja, não passaram por muitos processos de divisão celular e não tiveram contato com vírus, mantendo sua integridade cromossômica, o que reduz os riscos de mutações genéticas.

Essas células começaram a ser utilizadas pela ciência mais recentemente que as coletas do sangue do cordão e, embora ainda não tenham chegado à prática médica, vêm sendo estudadas há mais de 10 anos para investigar seu uso no tratamento de doenças extremamente comuns na nossa população, como:

  • diabetes tipos 1 e 2;
  • complicações pós-transplante;
  • cirrose hepática;
  • infarto do miocárdio;
  • esclerose lateral amiotrófica;
  • lesões esportivas.

Quantos transplantes de medula óssea já foram realizados com células-tronco do cordão umbilical?

Já foram realizados mais de 1.500 transplantes com células-tronco hematopoéticas do cordão umbilical no Brasil e mais de 30 mil em todo o mundo, para o tratamento de mais de 80 doenças. Tudo isso ao longo de mais ou menos 30 anos, desde que o procedimento surgiu.

E os números aumentam significativamente a cada ano, à medida que mais células-tronco estão sendo armazenadas e que as pesquisas trazem mais possibilidades de tratamentos para a prática médica.

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Como é feita a coleta das células do cordão umbilical de recém-nascidos?

coleta de células-tronco do cordão umbilical é extremamente simples e não atrapalha em nada a progressão do parto, seja normal ou cesárea. Todas as etapas da coleta ocorrem após o nascimento do bebê, e o corte do cordão umbilical é feito sem causar qualquer dor ou incômodo para a criança ou para a mãe. Apenas o cordão umbilical que sobra na placenta, um material que seria descartado pelo hospital como lixo hospitalar, é necessário para a coleta.

O sangue da parte do cordão umbilical que ainda está conectado à placenta, rico em células-tronco hematopoéticas, é coletado por meio de uma seringa e armazenado em uma bolsa própria para o transporte para o laboratório de armazenamento.

Já para a coleta do tecido do cordão umbilical, rico em células-tronco mesenquimais, basta que o maior pedaço possível do cordão seja retirado e colocado em um frasco estéril, fornecido pelo laboratório de armazenamento.

Todo o procedimento de coleta não leva mais que cinco minutos, sendo, além de indolor, muito seguro. Após a coleta, o material é transportado em um recipiente adequado, protegido contra variações de temperatura, sendo mantido entre 4ºC e 24ºC, devendo ser armazenado no tanque de criopreservação em no máximo 48h, conforme a RDC nº 56, de 16 de dezembro de 2010, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. 

Como a maioria dos hospitais não conta com um serviço de coleta, é importante que você mantenha um contato próximo com a equipe do laboratório de armazenamento, para que eles sejam informados do momento do parto, de modo que a equipe esteja presente na sala para fazer a coleta e transporte adequados.

O tipo de parto interfere na coleta das células-tronco do cordão umbilical?

A coleta pode ser realizada tanto no parto normal quanto na cesárea, desde que ocorra com mais de 32 semanas de gestação ou que não haja qualquer complicação à saúde da mãe ou do bebê. A coleta não interfere de forma alguma no parto, podendo inclusive ser feita em partos que usem a chamada técnica de clampeamento tardio do cordão umbilical.

O sangue do cordão é coletado após o cordão umbilical já ter sido clampeado e cortado e o bebê entregue ao pediatra. O tecido do cordão também é coletado após o nascimento, bastando que seja recolhido o maior segmento possível do cordão umbilical e o colocado em um frasco especial, normalmente fornecido pelo nosso laboratório responsável pela coleta.

É sempre importante destacar que a escolha pelo tipo de parto é uma decisão da mulher com seu obstetra, que deve considerar o que é melhor para ela e para o bebê. A equipe da coleta está preparada para atuar nos dois tipos de parto, sem nenhuma interferência em seu andamento.

Dica: Um panorama sobre o armazenamento e uso das células-tronco no Brasil e no mundo

Quando a coleta das células-tronco do cordão se torna inviável durante o parto?

A coleta de células-tronco do cordão umbilical não pode ser feita quando o bebê nasce prematuro, com menos de 32 semanas de idade gestacional. A proibição está prevista na RDC 153, de 14 de junho de 2004, da ANVISA.

Qualquer situação durante o parto que interfira na saúde da criança é prioridade. Assim, antes da coleta, é preciso que nasça um bebê sadio. Um bom acompanhamento pré-natal é o primeiro passo para o sucesso dessa coleta.

Como é feito o armazenamento das células-tronco?

Assim que chega ao laboratório, o material coletado é processado e analisado antes de ir para a etapa de armazenamento, passando por um controle de qualidade. É verificado o número de células-tronco presente e são realizados exames de sorologia e cultura, para indicar se há qualquer contaminação por vírus ou bactérias naquele material.

As células-tronco do sangue são isoladas e armazenadas por meio da técnica de criopreservação — a temperatura é reduzida lentamente com nitrogênio líquido até chegar a -196ºC. Por meio dessa técnica, a integridade das células é preservada, e elas podem ser mantidas nesse estado por anos, sem perder suas características funcionais e de viabilidade.

As células-tronco mesenquimais coletadas do cordão podem ser isoladas antes da criopreservação ou pode-se congelar o tecido como um todo, planejando o isolamento apenas no momento em que as células forem ser utilizadas no futuro. A técnica escolhida depende de cada laboratório.

Como escolher um banco de armazenamento de células-tronco?

escolha de um bom banco de armazenamento faz toda a diferença. Pergunte ao seu médico e a amigos e informe-se em relação a: atuação do banco nas regiões do país, técnicas de coleta, transporte, processamento e armazenamento utilizadas, atendimento e serviços prestados antes, durante e depois da coleta das células.

Confira também se o banco possui o certificado da Associação Americana de Bancos de Sangue (AABB), assegurando padronização, qualidade e segurança dos serviços prestados com os padrões mundialmente consagrados.

Verifique quantas pessoas foram tratadas com células armazenadas pelo laboratório. O número de pessoas tratadas com amostras armazenadas e a qualidade das amostras liberadas, são as principais medidas de excelência de um laboratório de células-tronco. Peça a lista dos transplantes e tratamentos realizados.

Cheque se o banco tem parcerias formais de colaboração técnico-científicas com instituições de renome, principalmente no exterior, e peça comprovação documental desses acordos.

Visite o local e pergunte sobre as tecnologias utilizadas e o tempo de experiência da equipe nessa prática. Não deixe de verificar todas as informações que lhe forem repassadas. Com a ajuda do seu médico, você pode avaliar a veracidade do que foi conversado, o que certamente lhe trará mais segurança na escolha.

É importante, ainda, entender quem é a empresa que prestará esse serviço, quem são seus sócios e qual é a sua a estabilidade financeira, uma vez que o serviço de armazenamento pode ser prestado por muitos e muitos anos.

Como funciona o armazenamento de células-tronco em bancos públicos?

Os bancos públicos de células-tronco no Brasil pertencem à rede BrasilCord, ligada ao Instituto Nacional do Câncer e ao Ministério da Saúde. A rede conta com 13 bancos públicos, tendo armazenado mais de 24 mil unidades de cordão. Dessas, 187 unidades já foram usadas em transplantes. Todas as unidades de células-tronco do BrasilCord são provenientes de doações voluntárias feitas por gestantes em maternidades credenciadas à rede, espalhadas por todas as regiões do país.

Dessa forma, o material coletado não pertence à mãe ou à criança, mas à rede pública, podendo ser utilizado por qualquer brasileiro que necessite das células para transplante e tenha compatibilidade com o material armazenado. Todas as transações são feitas de maneira confidencial, sem qualquer contato entre os doadores e as pessoas que receberem o transplante.

Como ainda não são realizados tratamentos com as células-tronco mesenquimais encontradas no tecido, os bancos públicos coletam apenas o sangue do cordão umbilical.

Como funciona o armazenamento de células-tronco em bancos privados?

Nos bancos privados, o material coletado pertence a quem contratou o serviço, ou seja, aos responsáveis legais pela criança, que pagam pelo armazenamento. Assim, o material só é utilizado após autorização dos responsáveis, ficando guardadinho até que a criança ou algum familiar precise de um tratamento com células tronco.

Os detalhes da coleta e do armazenamento variam de acordo com cada laboratório, mas, em geral, é possível realizar a coleta tanto do sangue quanto do tecido do cordão umbilical em hospitais de todo o Brasil e enviar o material para o laboratório dentro do prazo previsto pela ANVISA. Com toda a organização, o material é corretamente identificado e mantido em um recipiente refrigerado até chegar ao laboratório, quando então é processado e armazenado.

Os bancos privados brasileiros já armazenam mais de 120 mil unidades de cordão, de acordo com o último relatório da ANVISA de 2016. Desses, 15 foram utilizados para transplante, sendo 5 autólogos e 10 para parentes.

Dica: Como funciona a coleta de células-tronco para cada tipo de parto

Por quanto tempo as células-tronco podem ficar armazenadas?

A literatura científica relata a viabilidade de células-tronco do sangue do cordão umbilical criopreservadas há mais de 25 anos. Isso sugere que, uma vez criopreservadas nas condições corretas, as células-tronco podem permanecer viáveis por tempo indefinido.

Afinal, compensa armazenar as células-tronco do cordão umbilical?

Devido à facilidade de coleta, à riqueza do material e ao seu grande potencial terapêutico, não há dúvida, na comunidade científica, de que as células-tronco do cordão umbilical devam ser coletadas ao nascimento e armazenadas, seja em um banco privado ou público.

Em um contexto de transplante de medula, o sangue de cordão — por vir de um recém-nascido — tem como grande vantagem o fato de ser muito tolerante imunologicamente, tendo menos complicações ao longo da vida do paciente transplantado. Por isso, os resultados são melhores em longo prazo.

O tratamento com células-tronco retiradas do cordão umbilical já tem a capacidade de regenerar a medulas de um pacientes com uma doença grave, o que mostra quão poderosas essas células são.

Conheça a experiência de pessoas que armazenaram as células-tronco do cordão do seu bebê. Leia o depoimento de uma mãe atendida pela CordVida e baixe o guia gratuito “Tudo sobre as células-tronco do cordão umbilical” e veja como esse material tão valioso pode ajudar no tratamento de mais de 80 doenças! 

  • Dra. Aline Miranda de Souza

    (CRM 129951/SP)
  • Diretora Médica da CordVida;
  • Graduação em Medicina – Universidade São Francisco, 2007;
  • Residência em Hematologia e Hemoterapia na FMUSP com aprimoramento em transplante de medula óssea;
  • Residência em Clínica Médica no Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo;
  • MBA Adm. Hospitalar – Centro Univ. S. Camilo.

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A CordVida produz o conteúdo desse blog com muito carinho e com o objetivo de divulgar informações relevantes para as futuras mães e pais sobre assuntos que rondam o universo da gravidez. Todos os artigos são constituídos por informações de caráter geral, experiências de outros pais, opiniões médicas e por nosso conhecimento científico de temas relacionados às células-tronco. Os dados e estudos mencionados nos artigos são suportados por referências bibliográficas públicas. A CordVida não tem como objetivo a divulgação de um blog exaustivo e completo que faça recomendações médicas. O juízo de valor final sobre os temas levantados nesse blog deve ser estabelecido por você em conjunto com seus médicos e especialistas.