O que são células-tronco? Por Dra. Lygia V. Pereira, Ph.D

CÉLULA-TRONCO: O QUE É?

As células-tronco dão origem a todos os tecidos e órgãos do corpo. Elas têm uma capacidade única de se renovar e de se diferenciar em outras células, o que significa que podem reparar tecidos que foram danificados por doenças, por acidentes ou pelo envelhecimento natural.

As células-tronco são aquelas que formam os tecidos e órgãos do corpo humano e têm poder regenerativo. Elas têm a capacidade única de autorrenovação e divisão constantes, o que contribui para a reparação de tecidos danificados ou para a substituição de células que vão morrendo.

As células-tronco dão origem às células adultas que constituem os tecidos e órgãos do nosso corpo. É justamente por causa dessa capacidade de regeneração e reparação que as células-tronco podem ser utilizadas no tratamento de diversas doenças e estão em estudo para o tratamento de várias outras2. Hoje, pode-se afirmar que a medicina regenerativa é uma das áreas mais contempladas pelos estudos científicos.

Em função da sua origem e/ou capacidade de diferenciação, as células-tronco utilizadas na medicina regenerativa podem ser de dois tipos:

Adultas:

Substituem as células mortas ou danificadas
São as células-tronco de um indivíduo após o seu nascimento, amplamente encontradas no cordão umbilical e na medula óssea, além de outras partes do corpo humano. As células-tronco do cordão umbilical são consideradas células adultas, não enfrentam qualquer questionamento ético quanto à sua utilização e são armazenadas por bancos públicos e privados em todo o mundo. Elas se dividem em dois grupos:

Hematopoéticas:

Dão origem a todas as células do sangue e ao sistema imunológico;
mesenquimais, que dão origem a cartilagens, ossos, músculos, tendões e gordura.

Embrionárias:

Encontradas no 5º dia após a fecundação (estágio de blastocisto), possuem a capacidade de se tornarem qualquer tecido do corpo humano. Essa pluripotência faz com que as células-tronco embrionárias tenham uma ampla capacidade terapêutica, já demonstrada em experimentos com modelos animais (NIH 3). Entretanto, como seu uso implica na destruição de embriões, elas são, sob o aspecto ético, uma fonte de tecidos polêmica para transplantes em seres humanos.

É por essa capacidade regenerativa que elas foram consagradas há mais de 50 anos no tratamento de mais de 80 doenças da medula óssea e estão em estudo para o tratamento de várias outras. Elas representam uma segurança adicional para a sua família, como mais uma opção de tratamento hoje e no futuro.

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Confira este artigo exclusivo que que preparamos para você:

EXISTEM DOIS TIPOS DE CÉLULAS-TRONCO.
SAIBA A DIFERENÇA ENTRE ELAS:

Células-tronco adultas

São encontradas na medula óssea ou no cordão umbilical do bebê assim que ele nasce e se dividem em dois grupos:

Hematopoéticas: dão origem às células do sangue e ao sistema imunológico.

Mesenquimais: dão origem às cartilagens, ossos, músculos, tendões e gordura do corpo, e têm um papel fundamental na regulação do nosso sistema imunológico.

Células-tronco embrionárias

As células-tronco embrionárias podem ser encontradas no 5º dia após a fecundação – quando o feto está em estágio de blastocisto. Essas células têm capacidade de se transformar em qualquer tipo de tecido do corpo humano, o que aumenta seu potencial de tratamento.

DOENÇAS QUE AS CÉLULAS-TRONCO SÃO CAPAZES DE TRATAR E ESTUDOS EM ANDAMENTO:

As células-tronco hematopoéticas vêm sendo utilizadas há mais de 25 anos no tratamento de doenças como leucemias e outras doenças hematológicas e imunológicas. Estas células também são pesquisadas para fazer coisas incríveis na área da medicina regenerativa, como o tratamento de paralisia cerebral, autismo, diabetes e outras doenças ainda sem cura atualmente.

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Referências Bibliográficas

[1] StemBook [Internet]. Cambridge (MA): Harvard Stem Cell Institute; 2008-. Available from:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK27044/

[2] Non-haematological uses of cord blood stem cells.
Harris DT.
Br J Haematol. 2009 Oct;147(2):177-84. Review.

[3] Cell therapy using induced pluripotent stem cells or somatic stem cells: this is the question.
Somoza RA, Rubio FJ.
Curr Stem Cell Res Ther. 2012 May;7(3):191-6.