O Aquecimento Transiente (“AT”) ocorre quando amostras de sangue
do cordão congeladas sofrem breve exposições à temperatura
ambiente após terem sido criopreservadas. A viabilidade das células
tronco pode ser reduzida por eventos sucessivos de AT’s, que de fato ocorrem
na atividade normal de criopreservação convencional.
Qual o efeito que as variações de temperatura das amostras armazenadas
tem sobre a viabilidade das células quando eu precisar delas?
De acordo com estudos científicos conduzidos pela equipe do maior banco
público de células-tronco do mundo, o New York Blood Center, quando
uma amostra é submetida a temperatura ambiente por 3 minutos, ela se
aquece de -196º c a aproximadanebte -80º c. Estima-se que esta ocorrência
possa causar em média 9% de perda de viabilidade celular, a cada ocorrência.
Referência: Transient Warming Events and Cell Viability of Placental/Umbilical
Cord Blood ("PCB"), Ludy Dobrilla, Ph.D., Phil Coelho, Pablo Rubinstein
M.D., New York Blood Center and ThermoGenesis Corp.
Tecnologia BioArquivo
No BioArquivo não há exposição a ATs durante o processo
de congelamento e, uma vez congeladas, as amostras nunca saem do tanque de nitrogênio
líquido. Um braço robótico realiza inserção
e retirada de unidades de CTs em que o tanque sequer seja aberto. As unidades
só são retiradas quando há a necessidade de utilização
das CTs. Isso garante que as unidades permanecerão sempre na temperatura
constante de -196oC
Tecnologia Alta-Eficência
A partir de 2008, a CordVida passa utilizar mais uma alternativa tecnológica, a Alta-Eficiência desenvolvida pela empresa americana MVE. O tanque com tecnologia Alta-Eficiência adota um sistema semi- automático possuindo apenas uma pequena abertura fixa por onde os racks são colocados e retirados (ilustração abaixo). Como cada rack armazenado nos tanques Alta-Eficiência tem 5 amostras, na média as amostras deverão ser submetidas a apenas 2 variações de temperatura. Mesmo assim, nossa equipe técnica está treinada para evitar variações de temperatura desnecessárias na amostra.
Na CordVida, seguindo os protocolos internacionais das boas práticas de qualidade, todo o nosso processo de armazenamento tanto no BioArquivo como no Alta-Eficência, é documentado e disponibilizado via Intranet para que o cliente saiba de forma transparente exatamente quantas variações de temperatura sua amostra foi submetida. Este dado é fundamental para que se possa estimar com mais precisão a quantidade de células que estarão de fato viáveis para a utilização. Este registro é imprescindível para que no futuro seja possível conhecer todo o histórico das células-tronco lá armazenadas.
Tecnologias Convencionais
Nos sistemas convencionais, durante o processo de congelamento e transferência das CTs para o tanque de armazenamento, elas são submetidas a pelo menos dois ATs. Além disso, nos tanques convencionais, as unidades de CTs são acondicionadas em racks com espaço para mais de 5 unidades cada, podendo chegar a até 24 unidades. Os racks precisam ser retirados do tanque cada vez que uma unidade é inserida ou retirada. Portanto, somente para completar todos os espaços, o rack é exposto à temperatura ambiente 24 vezes (figura abaixo).