Células-tronco mesenquimais no tratamento da esclerose sistêmica

Os tratamentos convencionais, como imunossupressores e terapias sintomáticas, podem ajudar no controle da doença, mas nem sempre modificam de forma suficiente sua evolução, especialmente em casos progressivos ou refratários.

As CTMs (como as encontradas no cordão umbilical) vêm sendo estudadas porque apresentam propriedades imunomoduladoras, anti-inflamatórias e pró-reparação tecidual. Seu efeito parece ocorrer principalmente por mecanismos parácrinos, ou seja, pela liberação de fatores e sinais biológicos que podem modular inflamação, angiogênese, reparo endotelial e vias relacionadas à fibrose.

As CTMs têm sido avaliadas principalmente em pacientes com:

esclerose sistêmica difusa, progressiva ou refratária a tratamentos convencionais;

fibrose cutânea com impacto funcional;

doença pulmonar intersticial associada à sclerose sistêmica;

úlceras digitais isquêmicas de difícil tratamento;

microstomia, contratura perioral e limitações de abertura bucal.

Os protocolos variam bastante conforme a fonte celular e a via de administração. Em estudos com aplicação sistêmica, as células foram utilizadas por via intravenosa, incluindo CTMs de medula óssea ou de cordão umbilical. Em abordagens locais, foram usadas injeções subcutâneas ou intralesionais, principalmente para úlceras digitais e alterações cutâneas, com células derivadas de tecido adiposo, fração vascular estromal ou combinações com ácido hialurônico.


Nas séries clínicas revisadas, as CTMs demonstraram um perfil de segurança favorável, sem relatos de toxicidade sistêmica grave diretamente atribuída à terapia. Quando descritos, os eventos adversos foram em geral leves, transitórios e manejáveis, como reações locais n o p onto de aplicação o u sintomas p assageiros.

Como toda abordagem terapêutica inovadora, seu uso deve ser avaliado individualmente, considerando o quadro clínico de cada paciente. O acompanhamento médico é fundamental para monitorar a resposta ao tratamento e contribuir para a construção de evidências sobre duração do efeito, dose ideal, fonte celular mais adequada e necessidade de reaplicações.

Principais achados das revisões clínicas

Sinais de melhora ou estabilização de função pulmonar em estudos selecionados.

Melhora de parâmetros funcionais, como abertura bucal e dor em pacientes com comprometimento cutâneo e vascular.

Perfil de segurança favorável nas séries avaliadas.

Redução do espessamento cutâneo em parte dos estudos, medida pelo escore modificado de Rodnan (mRSS).

Cicatrização ou melhora de úlceras digitais isquêmicas em alguns protocolos.

Evidência ainda limitada por amostras pequenas e poucos estudos controlados.

As CTMs são uma abordagem promissora no estudo da esclerose sistêmica, com evidências de melhora em parâmetros como espessamento da pele, função pulmonar, abertura bucal, cicatrização de úlceras digitais e redução da dor. Os estudos indicam perfil de segurança favorável, sem toxicidade sistêmica grave diretamente associada à terapia. São necessários ensaios clínicos maiores e controlados para padronizar doses, protocolos e fontes celulares.

A CordVida acompanha esses avanços com responsabilidade científica e foco em informação clara, segura e baseada em evidências.


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